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O Anãozinho de Jardim

Bal'a dash, malanore

28.05.13 | A Diva do Sofá
Pois é, hoje vou falar-vos de um assunto que não interessa a - praticamente - ninguém. Vou falar-vos do meu jogo favorito, o World of Warcraft.
 
Quando comecei a jogar (tipo há alguns anos atrás... ok, ok, já sou uma espécie de veterana nisto), enfiei-me na Aliança. Pareceu-me interessante na altura. Todos os meus amigos eram Aliança e eu, pronto, fui atrás.
 
Estabeleci residência em Stormwind (o que é um bocado indiferente quando se é um mage e nos podemos teleportar para qualquer sítio), andei por Darnassus, por Ironforge, por Shattrath, por Dalaran, enfim... andei por esses sítios todos a fazer uso do polymorph e a transformar pessoal em ovelhinhas (acima de tudo porque tem muita graça). Cheguei à conclusão que ser da Aliança é uma autêntica seca. É "a luz", "a luz" (como se não soubessem que o preço da electricidade está pela hora da morte), e são todos um bando de "goody two shoes" que não há paciência para os ouvir, nem para os aturar.
 
Os humanos são uma coisa... indescritível. Com a história que têm, espanta-me como é que ainda fazem parte da Aliança. Só para terem uma ideia, o Arthas (o 1º Death Knight do Lich King), era humano e como se isso não fosse mau o suficiente, ainda arrasou totalmente a bela cidade de Silvermoon (depois acham estranho que os blood elves considerem os humanos como traidores).
 
Os anões vivem enfiados numa caverna a beber cerveja.
 
Os gnomos são muito engraçados, mas vivem na caverna dos anões e têm uma grande tendência para inventar gadgets - na maioria dos casos - inúteis.
 
Os Night elves, pleaaaaase... ora, ide abraçar a árvore mais próxima.
 
Os Draenei são roxos, têm cascos e cairam do céu aos trambolhões. Bom, mas ser roxo e ter cascos não é assim tão mau quando depois encontramos os Tauren. Regra geral não os tenho em má conta. 
 
Finalmente, temos os Worgen... ai, ai... o que dizer acerca dos Worgen... São humanos (como se isso fosse bom), que quando se irritam cresce-lhes o pêlo, o focinho e páram para fazer chichi em todas as árvores. Felizmente não lhes cresce mais nada... acho eu... não sei... não conheço nenhum. Mas creio que deveriam - pelo menos - andar de trela e de açaime.
 
Dos Pandaren, falo no fim.
 
Resumindo; concluí que com este espírito eu só poderia ser um Blood Elf e então bandeei-me para o outro lado.
 
Não é que a Horde tenha menos polítiquices do que a Aliança, mas são - de longe - muito mais divertidos.
 
Os Orcs, ainda que verdes, são girissímos. Então se não abrirem a boca para falar, são fantásticos. Agora têm o Garrosh como Warchief, o que não é muito impressionante (pessoalmente preferia o Thrall).
 
Os Tauren são a versão Bovina dos Night elves, só estão bem é a abraçar árvorezitas e claro, são muito mais simpáticos do que os Night elves.
 
Os Trolls, bem os Trolls... parece que andam ganzados a maior parte do tempo. Depois de se ganhar alguma prática, até se consegue perceber o que eles dizem... ""Dat be good choice, mon!". Também são bastante divertidos, mas para um Blood Elf, um Troll é sempre um Troll.
 
Os Goblins também são um tanto ou quanto esverdeados, mas absolutamente adoráveis. São os capitalistas lá do sítio e tal como os Gnomos, inventam coisas inúteis.
 
Os Undead, são um pouco esqueléticos mas, presumo, que um aliado natural se tivermos em conta o passado da Lady Sylvannas Windrunner.
 
Finalmente, os Blood Elves, por outras palavras os Sin'dorei (nos quais, actualmente, me incluo). É verdade que têm os seus problemazitos, mas bem vistas as coisas quem é que não tem? Pelo menos não são verdes, nem roxos, nem andam a fazer chichi em cada esquina cada vez que se chateiam e além disso têm uma cidade lindíssima (que seria ainda muito mais bonita se não tivesse sido arrasada pela Scourge e se os humanos não tivessem fugido com o rabo à seringa... os cobardolas).
 
Só para concluir, agora apareceram os Pandaren. Confesso que gosto bastante deles. São fofinhos. Mas, como em tudo na vida, há uns que - sabe-se lá porquê - resolvem juntar-se à Aliança. Não critico. Todos passamos por essa fase, depois deixamos de ter paciência para os aturar.
 
Shorel'aran

Uma questão de cabelo

24.05.13 | A Diva do Sofá

Minhas queridas amigas... Se ao menos eu conseguisse explicar-vos, minimamente, o fascínio que tenho por homens de cabelo comprido... Mas não consigo. Aliás, quando me quiserem ver tipo barata tonta, é só colocar um espécime destes (aqui ao lado) à minha frente. Funciona às mil maravilhas.
 
O cérebro pára e o meu Q.I desce automaticamente até à fase da pré-verbalização. Efetivamente, seria um verdadeiro milagre conseguir articular algumas letrinhas só para tentar formar uma palavrita.
 
Perguntar-me-iam vocês, porquê?
Sei lá eu!
 
Porque é que o céu é azul?
 
Sim, já sei. São gases. Também vi o Rei leão.
 
Mas é sem dúvida um fenómeno interessante. Felizmente não há muitos por aí, caso contrário poderia vir a ser bastante problemático.
 
Que mais pode uma pessoa dizer? Os moços ficam giros assim, com um ar de bárbaros que vieram por ali a rebolar por uma montanha abaixo.

Anjos e Demónios - Parte II: Samael

24.05.13 | A Diva do Sofá


Nas minhas, muito curtas, pesquisas sobre estas coisas de anjos, demónios, paraísos e coisas afins descobri que a Lilith se enrolou com o arcanjo Samael, por sinal, personagem bem mais interessante do que o Adão (pelo menos a julgar pela interpretação gráfica do dito, aqui à esquerda, confesso que compreendo perfeitamente o enrolamento) e ainda por cima, apetrechado com um belo par de asas (sim, porque nestas coisas é sempre positivo quando as criaturas vêm bem apetrechadas... com asas, obviamente).
 
Da rapariga, não tenho nada a dizer, excepto que demonstrou ter um excelente gosto e que bom para ela que não era alérgica a penas, porque se fosse a relação poderia ter sido bem mais complicada (já imaginaram se o Criador a tivesse castigado assim: "Ah e tal, portaste-te mal agora PIMBAS!... vais ser alérgica a penas", era o fim da macacada). Bom, mas adelante rocinante que o anãozinho aqui quer é falar deste rapaz. 
 
Em relação a este moço, de tudo o que tive oportunidade de ler, concluí pelo menos duas coisas:
 
1) que a doutrina diverge e diverge bastante consoante a religião em causa;
2) que o rapaz tem mais alter egos do que eu tenho personagens no Warcraft (e acreditem que eu tenho muitas).
 
No entanto, de uma forma ou outra, existe alguma convergência num ponto. Samael é caracterizado como o anjo caído. Caiu, não porque se enrolou com a Lilith (até porque cada um enrola-se com quem quer), mas porque desafiou a autoridade estabelecida. Trocando por palavras mais correntes do nosso dia a dia, era o revolucionário lá do sítio que resolveu contestar os poderes instalados.
 
Ora bem, não compete julgar as razões que levaram este arcanjo a tomar tal decisão, desde logo porque são motivos que vão ser sempre associados ou a uma crença religiosa ou à eterna luta do Bem versus Mal mesmo que eu os despoje de todo e qualquer elemento que possa conduzir a um juízo de valor. Assim, adoptando um ponto de vista bastante mais prático, se ele achou que se devia rebelar foi porque achou que havia qualquer coisa que não estava a correr bem e a paciência tem os seus limites.
 
No fim, foi o tipo que perdeu e como a história é sempre escrita pelos vencedores, obviamente, que os perdedores nunca podem sair bem na fotografia independentemente da validade (ou não) dos seus motivos. Como calculam, é sempre muito mais fácil rotular transgressores do que tentar compreender as causas da transgressão.
 
Pessoalmente, é uma personagem que me fascina, não por aquilo que é, ou que dizem que é mas pelo facto de existir muito pouco consenso acerca dele e normalmente quando isto acontece, significa que há um gato escondido com o rabo de fora.  
 

Anjos e Demónios - parte I: Lilith

23.05.13 | A Diva do Sofá
Como não-baptizada que sou, tenho uma perspectiva muito própria da religião. Aliás, é uma perspectiva tão própria que - se ainda vivêssemos em tempos idos - eu devia ter a cara escarrapachada em todos os cartazes, de todas as religiões, a dizer: "Procura-se viva ou morta, de preferência morta para não dar trabalho".
 
Esclarecendo brevemente a minha posição religiosa, abomino e desprezo toda e qualquer religião que não defenda a igualdade de géneros e que perpétue a ideia da submissão feminina ao masculino. Para mim, todos os princípios que assentem nesta perspectiva submissão e subserviência, não só, não devem ser respeitados, como também, devem ser combatidos. Em relação a este aspecto em particular, a única coisa que poderão - eventualmente - esperar da minha pessoa é uma espécie de tolerância limitada. Se não me tentarem impingir a história da carochinha, eu também não chamarei ninguém de hipócrita. Assim sendo, como já poderão imaginar, as grandes religiões como o cristianismo, islamismo ou judaísmo estão completamente riscadas do meu livrinho porque logo de início, a histórinha começa mal.
Então, como é que começa a história? Bom, a histórinha começa com o Adão e a Eva no jardim do paraíso... PÁRA TUDO!!!... "Rewind"... A histórinha, na realidade, começa com o Adão e a Lilith no jardim do paraíso, ambos construídos do mesmo barro/terra ou "whatever" e a vidinha até corria bem ao nosso jovem casal, porque no jardim onde viviam não tinham um troll como Ministro das Finanças e a taxa de desemprego não estava nos 18%. No entanto, como nada na vida é perfeito, o Adão - inconformado com a recusa de Lilith em se submeter ao seu domínio (grande gaja! Afinfa-lhe) - foi fazer queixinhas a Deus, o que - note-se - revela uma grande maturidade por parte do Adão. Ao primeiro arrufo de casal, vai a correr para casa do pai fazer queixinhas. Depois, vêm uns tipos e escrevem umas coisas a dizer: "Ah e tal, coitadinho do Adão, a mulher fugiu". Fugiu??... E fugiu muito bem. Muita sorte teve o Adão em lhe aparecer uma Lilith pela frente, porque se fosse outra qualquer tinha-lhe dado um pontapé nos túbaros e arrumava-se de vez a questão.
 
Mas, não... Foi fazer queixinhas ao pai... Compadecido pelas dores do filho - o pobrezinho - lá de uma costelita do Adão, Deus resolveu criar uma nova namorada para o rapaz e chamou-lhe Eva. Uma "piquena" muito mais prendada, muito mais querida, muito mais fofa e de longe, muito mais submissa  que a anterior.
 
Agora é assim, na boa, relações a três só funcionam quando os três querem e têm disponibilidade mental para aceitar tal situação e neste triângulo amoroso, não me parece que os personagens tivessem abertura para tanto. Daí que a Lilith ficou zangada (e com alguma razão), e os outros dois marmelos lá andavam na sua vidinha estúpida até a Eva morder a maçã (bem feita! E se tivesse sido como na Branca de Neve, marrava com os cornos no chão e tinha ficado a dormir).
 
Bom, mas resumindo esta coisada toda, a Lilith foi banida e - basicamente - demonizada porque se recusou a ser submissa e os outros dois patêgos, acabaram por ser expulsos do jardim do paraíso porque a Eva mordeu a maçã. Mais uma vez, se o nosso querido Adão já tinha sido coitadinho antes, é coitadinho novamente porque a culpa da cena da maçã foi da Eva. O Adãozinho, coitadinho, pobrezinho, não fez nada. Não... foi a correr para o pai, fazer queixinhas e pedir uma namorada nova, mas na boa... o coitadinho não teve culpa de nada.
 
Portanto... só para concluir... há por aí umas religiões que dizem basicamente isto: «Submetam-se a gajos que vão a correr fazer queixinhas ao pai quando a relação corre mal". Fantástico... muito bom... hmmm, hmmm... é que há sociedades inteiras construídas com base nisto. É mesmo muito bom.        

Fevereiro: Iris

23.05.13 | A Diva do Sofá
  Os céus azuis e a chuva são os reinos de Íris, a Fada do Arco-Íris.
 
Ela habita no ponto de encontro do ar (o elemento mente) e a água (o elemento emoção). Ela senta-se com suas asas multicoloridas estendidas, flutuando no ar, parcialmente envolta no seu vestido de céu profundo e coroada de lírios.
 
Todo o mundo, mas principalmente Íris, está plenamente absorvida na tarefa de recuperar o céu azul e afastar a escuridão da tormenta. Ela é a luz da esperança, a promessa da cura e a alegria que estão por vir e essas são as coisas mais poderosas que existem.
 
A Íris diz-te que a luz está a abrir-se através da escuridão total, e que a esperança é um fator muito poderoso que acelera esse processo.
 
Atravessar um temporal poderá fazer-te crescer, pois seus ventos podem levar para longe a madeira morta do passado e abrir espaço para rebentos novos. Deves saber também, que nenhuma tormenta, nem escuridão, dura eternamente e que depois, será novamente beijado pela penetrante luz do sol e seguirá mais forte e transformado.
 
Nos tempos difíceis ela diz-te para que nunca esqueças tuas aspirações, que leves em conta no que te queres converter e que mantenhas essa imagem na tua mente, rodeada da sua luz prismática. Todos os períodos de penalidades, sempre apresentam o mesmo desafio: crescer ou esmorecer. A escolha depende de ti, porém Íris está disposta a te ajudar se aceitares suas oferendas em teu coração.

RITUAL: Desenha num papel virgem um arco-íris e pinta-o com as 7 cores. Logo abaixo escreve um desejo a lápis e deixa-o em baixo da primeira árvore em que passares no teu caminho. O teu  desejo será levado até a fada Íris. 

O patinho feio

22.05.13 | A Diva do Sofá
Um dos maiores dramas femininos da adolescência é o síndrome do patinho feio. Esta, é uma daquelas coisas que quando nos assola, o melhor é esperar que passe por si só. Não há nada, nem ninguém que possa fazer algo por nós. A solução, tal como em muitos outros casos, tem sempre de partir de dentro e muitas vezes é um processo longo e demorado, que assenta numa construção sólida da autoestima.

Todavia, quando temos 15 ou 16 anos - por algum motivo desconhecido - não temos tempo, nem paciência para processos longos e demorados. Tudo tem de ser já! E se for para ontem tanto melhor, visto que já vem atrasado. Aquele rapaz giro de quem nós gostamos, ou melhor... amamos de paixão assolapada (esse e os outros todos que vierem a seguir porque convém diversificar um pouco), não espera por nós. Mas o grave, nem é o facto de não esperar por nós. Grave mesmo é a concorrência. O rapaz até tem um par de olhinhos! Vejam bem... E se por acaso caiem em cima de uma amiga nossa, daquelas assim mais vistosas (todas temos uma destas), é o apocalipse. O mundo acaba, o nosso coração parte-se em mil pedacinhos e vamos passar meses a melgar a nossa melhor amiga (que é o mais parecido com um psicólogo e está mais à mão), com o assunto.

Não somos a rapariga mais gira. Não somos a mais bem vestida. Não somos a mais popular. Na realidade, até somos um bocadinho transparentes. Ou por outra, seríamos um bocadinho transparentes não fossem os quilinhos a mais, ou os ossos a mais, ou a altura a mais, ou a altura a menos. Enfim, é uma espécie de jogo de matemática; defeitos a mais e qualidades (normalmente físicas) a menos. Ora, toda a gente sabe que - em matemática -  a soma de (+) com (-) nunca pode dar positivo logo, o resultado terá de ser sempre (-), por isso estamos sempre em desvantagem. Ele nunca vai olhar para nós. Ele nunca se vai interessar por nós e com a sorte que temos, o rapaz ainda se haverá de interessar pela nossa melhor amiga.

A todas aquelas que já passaram (ou passam) por situações semelhantes, esta é a parte em que começa a aparecer um sorrisinho malévolo no cantinho dos meus lábios...

Minhas queridas, não há nada que o tempo não cure e na maioria das vezes, deixar o tempo correr é o melhor que podemos e devemos fazer. O tempo muda-nos. Faz-nos crescer. Faz-nos olhar as coisas de outra forma. Com o passar do tempo o patinho feio, entretanto cresceu e agora é um cisne. O tempo tem destas coisas. Mas sabem o que é mesmo giro? É que o melhor que o tempo faz é mudar os outros também. Aquele rapaz, que era tão giro e de quem nós tanto gostávamos, também cresceu e agora é um ogre. E o pior é que nem podemos dizer que é o Shrek, porque esse até é um ogre com um ar simpático.
Transformou-se assim uma coisa mais à laia deste género, da fotografia aqui esquerda. Efetivamente cresceu... e expandiu-se. Para os lados e para a frente. Ficou careca e anda com uma série de apêndices atrás. No fim de contas, acabou por se casar com um estafermo, daqueles que nós nunca pensámos que faria o seu género e acomodou-se. Está, certamente, contentinho com a sua vida (ou não). Faz as mesmas coisas que sempre fez e frequenta os mesmos sítios de há 500 anos atrás, ainda da época de quando o Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa-Esperança.
 
Transformou-se no tipo de pessoa que esperamos que não nos reconheça e não nos venha cumprimentar. Transformou-se no tipo de pessoa da qual nós nos escondemos atrás dos óculos escuros, atrás de um jornal ou de uma revista que nos ofereça alguma protecção e isto é considerando que não bombardeamos as amigas com mensagens de SMS a dizer: "Socorro! Vem buscar-me depressa antes que o ogre se lembre de mim!"
 
Infelizmente, as estratégias de camuflagem não são 100% eficazes e meia-volta haverá um ogre, ou outro, do qual não nos conseguimos escapar. Quando tal acontece, a melhor estratégia é, claro, ser sempre simpática, bem-educada e sair daquela situação embaraçosa o mais rapidamente possível que é para a conversa não ser muito longa, caso contrário a probabilidade de termos de mentir começa a ser muito alta (e.g. Imaginem que ele diz: Estás óptima!; o que é que dizem a seguir?... Olha e tu pareces um ogre... quer dizer, não é lá muito simpático).
 
Moral da história... a vingança tarda, mas não falha. Ah ah ah  :)   
   

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