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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

Qui | 28.05.15

D. CARLOS. História do seu reinado. - por ROCHA MARTINS ou das preciosidades que andam aos trambolhões lá por casa

Helena R. Moisio
Pois é verdade no verão de 2014, o meu pai descobriu lá por casa um monte de papeis  bem atadinhos com um cordel.

A decisão estava praticamente tomada e o destino dos papeis era o lixo. Felizmente, num fim de semana que por lá passei, o meu progenitor agarrou na papelada (que mais parecia um monte de jornais velhos prontos para ir para incineradora), espeta com eles em cima da mesa e diz assim:

"Estava mesmo à tua espera, para ver se queres isto ou posso mandar para o lixo"

Quando olho para a primeira folha vejo isto:

 
 
Como podem calcular ia tendo uma coisinha má.
 
Lixo????
 
Como assim LIXO???
 
Isto não vai para o LIXO nem por cima do meu cadáver!
 

 
Comecei a passar as folhas (não a folhear o livro porque aquilo não está encadernado, são folhas soltas como se fossem a composição de um documento para ser impresso e se transformar num livro ) e naturalmente não percebi nada. Sabia apenas que era a história do reinado do Rei D. Carlos, porque é o que diz o título. 
 
 
Resolvi então tirar algumas fotografias e pedir ajuda a um amigo meu para tentar descobrir que publicação era aquela. Então, enviei-lhe isto:
 
 
 
 
?
  

Descobrimos então que se trata da publicação : "D. CARLOS. História do seu reinado. " de Rocha Martins, da Academia das Sciencias de Lisboa. Edição do autor.

Obviamente, o lixo deixou de ser um destino preferencial e agora aguardamos pacientemente pela disponibilidade de "fundos" próprios para proceder a uma encadernação decente.   
Qua | 27.05.15

Um momento zen da língua Portuguesa

Helena R. Moisio

Por toda a parte a água sussurrante, a águafecundante... Espertos regatinhos fugiam, rindo com os seixos; grossos ribeirosaçodados saltavam com fragor de pedra em pedra; fios direitos e luzidios comocordas de prata vibravam e faiscavam das alturas dos barrancos; e muita fonte,posta à beira de veredas, jorrava por uma bica, beneficamente, à espera doshomens e dos gados...


in "A Cidadee as Serras"

 

Cada dia que passa, apunhalamos a língua portuguesa mais um pouquinho e sempre que isso acontece eu recordo-me do «tio» Eça.
Ter | 26.05.15

Da beleza do futebol

Helena R. Moisio



“Ahsim, a beleza. O jogo é bonito, os jogadores são bonitos porque são jovens. Masa beleza, com ser essencial, não se basta e não basta. É parte integrante de umconjunto em que também entra a sabedoria, ou melhor a sageza. Sem o conjunto, abeleza não passa de cenário. Veja: essa beleza do futebol já nem sequer traduzo exercício de um desporto, mas a produção de um espectáculo. Portanto, épuramente circense. O circo foi o maior vício de Roma, porque dessacralizou osjogos. Os Gregos começaram-nos para honrar os Deuses e os Heróis, mas oprocesso acabou tristemente no hipódromo romano, com os clubes transformados empartidos políticos. Hoje, a tendência é mais ampla: os clubes transformam-se emnações, são o único polo de fidelidade.” -João Aguiar in Diálogo das Compensadas.

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