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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

Pois é verdade no verão de 2014, o meu pai descobriu lá por casa um monte de papeis  bem atadinhos com um cordel.

A decisão estava praticamente tomada e o destino dos papeis era o lixo. Felizmente, num fim de semana que por lá passei, o meu progenitor agarrou na papelada (que mais parecia um monte de jornais velhos prontos para ir para incineradora), espeta com eles em cima da mesa e diz assim:

"Estava mesmo à tua espera, para ver se queres isto ou posso mandar para o lixo"

Quando olho para a primeira folha vejo isto:

 
 
Como podem calcular ia tendo uma coisinha má.
 
Lixo????
 
Como assim LIXO???
 
Isto não vai para o LIXO nem por cima do meu cadáver!
 

 
Comecei a passar as folhas (não a folhear o livro porque aquilo não está encadernado, são folhas soltas como se fossem a composição de um documento para ser impresso e se transformar num livro ) e naturalmente não percebi nada. Sabia apenas que era a história do reinado do Rei D. Carlos, porque é o que diz o título. 
 
 
Resolvi então tirar algumas fotografias e pedir ajuda a um amigo meu para tentar descobrir que publicação era aquela. Então, enviei-lhe isto:
 
 
 
 
?
  

Descobrimos então que se trata da publicação : "D. CARLOS. História do seu reinado. " de Rocha Martins, da Academia das Sciencias de Lisboa. Edição do autor.

Obviamente, o lixo deixou de ser um destino preferencial e agora aguardamos pacientemente pela disponibilidade de "fundos" próprios para proceder a uma encadernação decente.   


Por toda a parte a água sussurrante, a águafecundante... Espertos regatinhos fugiam, rindo com os seixos; grossos ribeirosaçodados saltavam com fragor de pedra em pedra; fios direitos e luzidios comocordas de prata vibravam e faiscavam das alturas dos barrancos; e muita fonte,posta à beira de veredas, jorrava por uma bica, beneficamente, à espera doshomens e dos gados...


in "A Cidadee as Serras"

 

Cada dia que passa, apunhalamos a língua portuguesa mais um pouquinho e sempre que isso acontece eu recordo-me do «tio» Eça.




“Ahsim, a beleza. O jogo é bonito, os jogadores são bonitos porque são jovens. Masa beleza, com ser essencial, não se basta e não basta. É parte integrante de umconjunto em que também entra a sabedoria, ou melhor a sageza. Sem o conjunto, abeleza não passa de cenário. Veja: essa beleza do futebol já nem sequer traduzo exercício de um desporto, mas a produção de um espectáculo. Portanto, épuramente circense. O circo foi o maior vício de Roma, porque dessacralizou osjogos. Os Gregos começaram-nos para honrar os Deuses e os Heróis, mas oprocesso acabou tristemente no hipódromo romano, com os clubes transformados empartidos políticos. Hoje, a tendência é mais ampla: os clubes transformam-se emnações, são o único polo de fidelidade.” -João Aguiar in Diálogo das Compensadas.


Durante muitos anos joguei Role-play. Na realidade, quase que passava fins de semana inteiros a jogar Role-play, era giro, divertido e bastante animado.

Quando se tornou mais complicado reunir as pessoas todas para jogar, passei a jogar Pbem (i.e Play by email), ou seja comecei a jogar por correio eletrónico, através do Yahoo Groups. Foi uma experiência absolutamente fabulosa que me enriqueceu as competências escritas ao nível da língua inglesa.

Inicialmente, comecei como uma simples jogadora mas rapidamente ascendi a mestre de jogo e a criar as minhas próprias histórias e os meus próprios cenários. Coordenar 10 jogadores, a descrever as  ações, perspetivas ou sentimentos das suas personagens numa história, sem nunca perder o fio à meada era brutal e alucinante. É como estar a escrever uma história a 20 mãos em que no fim tudo se encaixa.

Tenho quilómetros destes textos que por acaso sobreviveram a diversas limpezas. A imagem acima é exemplo de um desses jogos.

Podem perguntar-me "Porquê em inglês e não português?" bom... porque na altura não encontrei nada em Português, enquanto que em inglês haviam jogos e grupos destes aos pontapés. Mas, é pena que nunca tenha encontrado nada em Português porque, para quem gosta de escrever e criar histórias e enredos, este é um daqueles exercícios fenomenais em que somos desafiados constantemente. Aprendemos muito cedo que não há cenários à prova de bala e que mesmo que se tenha tudo muito bem pensadinho, vai sempre haver uma criatura que se vai  lembrar de algo que nós não nos lembrámos e que torna tudo muito mais animado.

Ao nível da escrita, esta foi - sem dúvida - uma das melhores experiências que já alguma vez tive.

Fiquem bem.

Channing Tatum

Ora bem, esta semana resolvi dedicar parte do meu tempo... 8 dias (tal como diz o título)... a ver filmes. Como não sabia muito bem que temática havia de selecionar, fiz como o capuchinho vermelho e fui por uma atalho, então escolhi antes um actor.

E assim escolhi o actor Channing Tatum. Porquê? A resposta é simples, porque no Domingo estive a ver o filme Júpiter Ascending e achei que era uma boa ideia conhecer a versatilidade de papeis desempenhados pelo rapaz (excepto comédias românticas e/ou cenas demasiado românticas porque não tenho paciência para isso).

Então, escolhi alguns filmes de pipoca - que são aqueles que só servem para entreter e têm pouco mais de 5 estrelinhas na IMDB (tipo G.I. Joe e coisas parecidas) - e escolhi outros que de facto têm conteúdo e têm 7 estrelinhas ou mais na IMDB (tipo Side Effects e Foxcatcher).

Só para não ficarem muito curiosos, a resposta é sim. Vi o filme Magic Mike... mas acreditem que não querem saber o que eu acho do filme. No entanto, se quiserem só uma pistazinha, 6.1 estrelinhas na IMDB é muita generosidade e  ainda aí vem a versão XXL (que só o título já dá arrepios de terror).

Enfim, uma coisa de cada vez. Agora, estamos apenas numa de analisar a versatilidade do actor e não tanto a temática dos filmes em que participa.

Fiquem bem.





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