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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

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Terapia dos contos de Fada 2 - Exercício

31.01.16, Helena R. Moisio

Um dia perguntaram à escritora Margaret Atwood como seriam os contos de fada no futuro. Ela respondeu: "Sombrios, serão os contos de fada do futuro. Mas e daí, todos os contos de fada são sombrios".

É uma excelente pergunta e uma resposta brilhante. Como seriam os contos de fada no futuro? Com robôs, naves espaciais e extraterrestres? Sombrios? Concordam que os contos de fada são sombrios?

Terapia dos Contos de Fada - Exercício

30.01.16, Helena R. Moisio

Descobri isto quando andava a googlar por aí e não era esta a temática sobre a qual ía escrever mas, pronto há que ser flexível e deixarmo-nos ir ao sabor do vento.

O exercício é:  pense numa personagem dos contos de fada que tenha passado por uma experiência traumática - que devem ser praticamente todas as personagens dos contos de fada já que todas elas passam por eventos traumáticos - e anos mais tarde, pense que essa personagem está a fazer terapia. A ideia é que explique ao terapeuta como é que essa experiência alterou a sua vida e a sua percepção da realidade.

Quando vi este exercício, confesso que a primeira personagem em quem pensei foi na Alice porque cair por um buraco e ir parar a um mundo completamente surreal não deve ter sido fácil. A segunda personagem em quem pensei foi na Ariel, na nossa pequena sereia e no momento em que ganha um par de pernas. Esta transformação também não é nada fácil e deve ter sido traumática.

Os 3 elementos essenciais de um bom vilão

29.01.16, Helena R. Moisio

Eu adoro vilões, principalmente, quando estão muito bem desenvolvidos e quando são aquelas personagens que, simplesmente, amamos odiar. É algo que se torna inevitável porque a esperança faz com que acreditemos que vai haver ali uma reviravolta e a personagem vai-se redimir e passar a ser boa. Quando isto acontece, sabemos que estamos perante uma excelente personagem.

Estas personagens são compostas por 3 elementos essenciais:

  1. Vulnerabilidade -  Podemos estar perante a personagem mais sórdida, mais malvada, mais horrorosa do mundo mas, se dormir agarrado ao ursinho de peluche que lhe foi oferecido pela pessoa que ele mais amava no mundo quando era criança já há ali qualquer coisa que o torna mais interessante.
  2. Credibilidade - Um bom vilão é bastante mais interessante se existirem outras personagens que acreditam nele, que o consideram digno de confiança e que no fundo até consideram que ele tem boas intenções.
  3. Invencibilidade - Ora bem, uma excelente Némesis não pára por ninguém. Nunca. É uma daquelas personagens que nunca mas, nunca desiste e dá uma trabalheira ao protagonista. Aliás, se não der trabalheira ao protagonista, não presta.   
Conclusão: um bom vilão pode ser doido mas, é humano... bom, quando o é. Às vezes pode não ser humano.

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