Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios


Um dia perguntaram à escritora Margaret Atwood como seriam os contos de fada no futuro. Ela respondeu: "Sombrios, serão os contos de fada do futuro. Mas e daí, todos os contos de fada são sombrios".

É uma excelente pergunta e uma resposta brilhante. Como seriam os contos de fada no futuro? Com robôs, naves espaciais e extraterrestres? Sombrios? Concordam que os contos de fada são sombrios?


Descobri isto quando andava a googlar por aí e não era esta a temática sobre a qual ía escrever mas, pronto há que ser flexível e deixarmo-nos ir ao sabor do vento.

O exercício é:  pense numa personagem dos contos de fada que tenha passado por uma experiência traumática - que devem ser praticamente todas as personagens dos contos de fada já que todas elas passam por eventos traumáticos - e anos mais tarde, pense que essa personagem está a fazer terapia. A ideia é que explique ao terapeuta como é que essa experiência alterou a sua vida e a sua percepção da realidade.

Quando vi este exercício, confesso que a primeira personagem em quem pensei foi na Alice porque cair por um buraco e ir parar a um mundo completamente surreal não deve ter sido fácil. A segunda personagem em quem pensei foi na Ariel, na nossa pequena sereia e no momento em que ganha um par de pernas. Esta transformação também não é nada fácil e deve ter sido traumática.


Eu adoro vilões, principalmente, quando estão muito bem desenvolvidos e quando são aquelas personagens que, simplesmente, amamos odiar. É algo que se torna inevitável porque a esperança faz com que acreditemos que vai haver ali uma reviravolta e a personagem vai-se redimir e passar a ser boa. Quando isto acontece, sabemos que estamos perante uma excelente personagem.

Estas personagens são compostas por 3 elementos essenciais:

  1. Vulnerabilidade -  Podemos estar perante a personagem mais sórdida, mais malvada, mais horrorosa do mundo mas, se dormir agarrado ao ursinho de peluche que lhe foi oferecido pela pessoa que ele mais amava no mundo quando era criança já há ali qualquer coisa que o torna mais interessante.
  2. Credibilidade - Um bom vilão é bastante mais interessante se existirem outras personagens que acreditam nele, que o consideram digno de confiança e que no fundo até consideram que ele tem boas intenções.
  3. Invencibilidade - Ora bem, uma excelente Némesis não pára por ninguém. Nunca. É uma daquelas personagens que nunca mas, nunca desiste e dá uma trabalheira ao protagonista. Aliás, se não der trabalheira ao protagonista, não presta.   
Conclusão: um bom vilão pode ser doido mas, é humano... bom, quando o é. Às vezes pode não ser humano.

 
  1. Existem, pelo menos, 22 géneros literários.
  2. 13 géneros literários encontram-se divididos em subgéneros.
  3. O género literatura fantástica, também conhecido por Fantasia, encontra-se dividido em 34 subgéneros, cada um caracterizado por elementos próprios.
  4. O género Ficção científica encontra-se dividido em, pelo menos, 23 subgéneros, igualmente caracterizados por elementos próprios.
  5. 9 géneros literários; Romance, Sátira, "Slice of life", Ficção Urbana, Western, Realismo Mágico, Mistério, Paranoia e Ficção histórica, são caracterizados também por elementos próprios mas não estão divididos em subgéneros.    
 

Clicar aqui

Ora bem, gostei mais da Cidade das Cinzas do que, propriamente, deste último livro (apesar de ainda existirem mais 3 livros nesta colecção que me parecem ser uma espécie de um spin-off). O desfecho do Valentine ou Valentim (para os amigos) pareceu-me um pouco forçado já para não dizer, um tanto ou quanto inadequado (talvez). Basicamente, a autora decidiu que tinha de o matar - sabe-se lá porquê já que não era imperioso que tal sucedesse - para que a história terminasse. No entanto, isto não só não é necessariamente verdade, como também alguns eventos parecem ser injectados no enredo despropositadamente. Ou seja, o facto de existirem não acrescenta nenhuma mais-valia nem à história, nem ao desfecho da mesma e isto, para mim, foi o maior problema que encontrei neste livro.

Quando se escrevem histórias, no universo do fantástico ou outro universo qualquer, não devemos interferir no desenvolvimento lógico da personagem e só devemos eliminá-la quando é algo que faz sentido para a história, principalmente, quando se trata de um antagonista bem construído de raíz.

Enfim, vamos ver o que acontece no próximo volume, na Cidade dos Anjos caídos.   


 
Pois é verdade, já tinha pensado em falar desta série no inicio do ano mas, entretanto não foi possível até porque tinha algumas informações contraditórias quanto à avaliação média da mesma.
 
Seja como for, na IMDB a avaliação média é de 8,2 estrelas - o que para IMDB é excelente e - o que significa que é uma série bastante boa. Pessoalmente, acho que está muito gira e vale a pena ver mas, e daí, eu sou sempre suspeita no toca a fantasia. Como não li os livros (ainda), não posso dizer muito acerca da história ou comparar a série com texto mas, no geral, não estou nada desiludida.
 
É claro que há elementos que me fazem um pouco de confusão porque estou muito habituada ao universo de Tolkien, de Dungeons & Dragons, Warhammer Fantasy e afins, nos quais o elemento élfico não está tão humanizado como parece estar nesta série, por isso estranho um pouco quando os elfos se comportam como humanos de orelhas pontiagudas e têm uma linguagem pouco cuidada. Também acho muito complicado a existência de "half-elves" ou seja, meio-elfos. Não é uma existência impossível, até porque são relações que existem quer no mundo de Tolkien, quer em D&D e que inclusivamente neste último caso dá origem ao aparecimento de Tanis "half-elven"  mas, é algo que, por norma, carece de uma explicação muito mas, muito bem fundamentada. É claro que não sei se essa explicação consta dos livros, por isso até posso estar a ser injusta mas ausência desta explicação faz-me alguma confusão.
 
Seja como for, a série está gira e haveremos de voltar ela.  

Clicar aqui

No seguimento da Cidade dos Ossos, vem então a Cidade das Cinzas onde podemos continuar a assistir à odisseia de Clary. Assistir é como quem diz... na realidade fazemos, praticamente, parte da história de Clary.

É um livro muito bem escrito que nos agarra desde do primeiro momento. Ficamos de tal maneira agarrados que, entretanto, aproveitei para continuar para o volume seguinte durante o fim-de-semana e já estou a poucas páginas do fim.

Sinopse:  Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau… e também o pai de Clary e Jace.

Fonte: Le Livros

Clicar aqui

Pois é verdade, li este livro no passado mês de Dezembro e agora estou a ler o segundo volume. Gostei da história, gostei do enredo, é uma escrita simples e penso que a versão traduzida para a língua portuguesa está bastante boa.

O primeiro volume li em português, o segundo estou a ler na língua original porque prefiro e porque posso, posteriormente, ter uma melhor percepção do trabalho de tradução.

Sinopse:  Um mundo oculto está prestes a ser revelado… Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato – muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras.

Fonte: Le Livros

Pág. 1/3