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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios


Aqui há um par de dias, dizia-me uma seguidora do Anãozinho, na página do facebook, que já não sabia como fazer para que os seus sobrinhos gostassem de ler, tanto como ela. Gostava que eles tivessem imaginação e que, como ela, pudessem ver um mundo através dos livros. Em resposta, sugeri-lhe que contasse histórias porque, normalmente, funciona bem com as crianças mais pequenas ao que ela respondeu que havia tentado mas nem assim tinha funcionado.

Os garotos estavam agarrados aos iPads, tablets e/ou smartphones. Para a mãe era mais fácil entretê-los assim e - verdade seja dita - a criançada fica muito mais sossegadita. Não discuto a opção de tantos pais e tantas mães. Estou certa que depois de um dia de trabalho, chegarmos a casa e ainda despender de energia para, não só, alimentar toda a gente e ainda ter a preocupação de pôr os petizes a ler, não é fácil. Compreendo que seja muito mais simples colocar os miúdos à frente da televisão, ou pô-los agarrados a um pedaço de tecnologia, enquanto se trata do resto dos afazeres domésticos, do que ter a ambição de contribuir para o desenvolvimento intelectual e cognitivo da criança.

Senhoras e senhores, presumo que ensinem às vossas crianças que nem sempre o caminho mais fácil é o mais adequado, ou é o mais desejável e se assim é então porque lhes dão o exemplo errado? Deixem que as crianças sejam crianças, deixem que elas brinquem, criem e imaginem o mundo, ou os mundos, delas. Não lhes reduzam a visão agrilhoando-as precocemente às tecnologias. A vida encarrega-se disso naturalmente e a criatividade e imaginação são duas das aptidões imprescindíveis para a sociedade do século XXI. Promovam nos miúdos o gosto pela leitura, encorajem-nos a viajar para outros sítios através das páginas de um livro, deixem-nas descobrir outros mundos e viver tantas vidas quanto aquelas que elas quiserem. Deixem-nas tocar, manusear e sentir um livro.

Se fizerem uma breve pesquisa no Google vão encontrar inúmeros websites e blogues com dicas e sugestões para estimular as crianças - de vários níveis etários - a ler. A leitura não tem de ser uma coisa chata e enfadonha, nem contar histórias deve ou tem de ser um ato de sacrifício tudo depende da vossa vontade, do vosso dinamismo e da capacidade que têm em interagir com os vossos miúdos. Não pensem, nem assumam, que eles vão aprender a gostar de ler na escola. A escola, pode fazer (e faz) muita coisa por eles mas, nunca poderá fazer o vosso trabalho.
13 Jan, 2016

Portais Mágicos


Quando era criança, achava que os espelhos eram portas que nos levavam para outro mundo, onde viviam pessoas que se pareciam connosco mas, que tinham vidas diferentes. Achava que as pessoas que viviam do outro lado estavam lá presas e não podiam sair cá para fora.

Tinha muita curiosidade em ver como é que viviam do outro lado mas, na verdade creio que nunca tentei atravessar nenhum espelho.


Charles Perrault, nascido em Paris a 12 de janeiro de 1628, falecido em Paris, a 16 de maio de 1703. Foi um escritor e poeta francês do século XVII, que estabeleceu as bases para um novo género literário, o conto de fadas.

Foi igualmente o primeiro autor a dar um acabamento literário a este tipo de literatura, o que lhe conferiu o título de "Pai da Literatura Infantil". As suas histórias mais conhecidas são:

  •  Le Petit Chaperon rouge (Capuchinho Vermelho ou Chapeuzinho Vermelho);
  •  La Belle au bois dormant (A Bela Adormecida);
  • Le Maître chat ou le Chat botté (O Gato de Botas);
  • Cendrillon ou la petite pantoufle de verre (Cinderela ou a Gata borralheira);
  • La Barbe bleue (Barba Azul);
  • Le Petit Poucet (O Pequeno Polegar).
Foi também contemporâneo de Jean de La Fontaine e foi advogado, exercendo algumas atividades como superintendente do Rei Luís XIV de França.