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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

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ZEUS: " Pensava que tinha ficado claro que tínhamos uma política de não-abdução"

HADES: "Ela não estava a cooperar. Esperavas que eu fizesse o quê?"

Pois é verdade, as coisas já não são o que eram e eu, na verdade ia publicar o pequeno conto da "Vivi e do Zeka" mas, entretanto encontrei este diálogo entre Zeus e Hades e mudei de ideias.

A propósito do mito, lembrei-me que nos dias que correm, o exercício de andar por aí a raptar pessoas é um empreendimento que na generalidade dos casos termina mal mesmo quando os envolvidos são Deuses.

É aliás, tanto pior, quando os envolvidos são Deuses. Isto porque convencer um agente da autoridade que estamos perante um ou mais elementos do divino - sejam eles de que panteão forem - tem uma alta probabilidade de ser entendido como um surto esquizofrénico, ou uma alteração de personalidade do sujeito que acabará, por certo, com um casaquinho branco vestido daqueles em que as mãos se atam às costas.

Todavia, reescrever o mito de Hades e Perséfone adaptando-o aos dias de hoje pode ser um exercício criativo bastante divertido. 

Ilustração de Bec Winnel


Ora bem, a pedido de várias famílias (neste caso, da Elena) e antes de publicar o pequeno conto da "Vivi e do Zeka", tenho de vos explicar um pouco do contexto em que decorre a história. Assim sendo, a trama (ou o drama) entre estas duas personagens vem na sequência de um jogo de Roleplay, que eu e a minha amiga jogávamos por email (e eu não era o mestre de jogo, felizmente).

Aquilo era uma coisa um bocado diferente, um universo bem alternativo derivado de uma mistura entre Dungeons&DragonsForgotten Realms, que começava no presente mas depois íamos todos parar à Terra da Fantasia, onde existia toda aquela panóplia de criaturas extraordinárias. Confesso que naquela altura não conhecia nada sobre os Drow (sim porque existem Drows na história), nem sabia o que é aquilo era mas, depois de participar nesta história passei a perceber mais um pouquinho.

Passemos então à explicação sobre quem era quem:
  • a Vivi (de seu nome Viviane e jogada pela minha amiga) era a irmã gémea da Lili (de seu nome Liliane e jogada por euzinha) e as moças trabalhavam numa florista. Nenhuma delas tinha grandes atributos, a Vivi era um doce de pessoa mas tinha uma enorme queda para o desastre. A Lili era ao contrário, não era inclinada para o desastre mas tinha um temperamento do cão.

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Arte de Mathia Arkoniel
  Zeka, foi o nome que demos a Zekaufein Noquana (uma personagem jogada por um outro jogador), um jovem Drow que queria ser um assassino (quando fosse grande e se não morresse entretanto) e que achava que a vida lhe corria mal porque não conseguia matar esquilos, nem qualquer outro tipo de animais - comumente - considerados fofinhos.

A verdade é que ele tinha toda razão para achar que a sua vida estava mal encaminhada porque, considerando os elevados standards obscuros da sociedade Drow, era um verdadeiro milagre o pobre Zeka ainda estar vivo. Como ele tinha consciência disto, assim quando lhe foi dada a oportunidade de ir à superfície - com um grupo - pilhar e saquear ele aproveitou. Era a hipótese que ele tinha para provar que, aos olhos da sua sociedade, não era nenhum inútil.

Portanto, quando ele achava que nada mais de errado lhe podia acontecer na vida e a partir de agora só podiam acontecer coisas boas, eis que lhe cai a Vivi em cima. Literalmente. Caiu a Vivi, caiu a Lili, caiu toda a gente.

Até hoje não sei muito bem qual era a ideia original do mestre de jogo mas, penso que ele não ponderou muito bem as consequências de ter uma personagem azarada na história. Tirando isso, foi um jogo bastante divertido até porque, de acordo com os relatos (de outros jogadores mais habituados a jogar com personagens Drow), nunca tinham visto nenhum Drow ser tão tripudiado com o pobre do Zeka.   


Ficção flash: Género literário que conta uma história muito, muito curta e tem entre 500 a 1000 palavras (isto é 1,5 a 2,5 páginas).

Dizem os especialistas que é composta por 5 elementos:

  • Brevidade (500 a 1000 palavras é de facto breve);
  • Personagem (tem de haver sempre um personagem ou mais mas com pouco tempo para se desenvolver);
  • Finais surpresa (i.e. os finais têm sempre um twist, uma reviravolta);
  • Linguagem rica (qualquer coisa que fica ali entre o conto e a poesia);
  • Mudança (quer dizer que neste tipo de ficção comprimida há sempre qualquer coisa que tem de mudar, seja o personagem, seja o contexto, qualquer coisa).
Escrever uma história destas não é assim tão fácil como parece, exatamente, pelo facto de que é muito comprimida.


A prova do desmembramento da história toda que estava a escrever. Parti-a toda ao fim de 110 páginas e diverti-me imenso a fazê-lo. Acreditem há muito mais papel do que aquele que cabe nesta fotografia.

Conclui que tinha de encontrar algumas respostas para alguns eventos e a única solução que encontrei foi fazer o que não fiz desde o início. No meio deste desmembrar da história, encontrei o conto da gata Jezebel que tem lugar cerca de 30 anos antes do enredo principal e no fundo vai contar como é que a Alice ( que é uma personagem que morre logo no início da história principal) é levada a entrar neste universo fantástico, pela mão da Jezebel.

Ainda tenho de partir mais umas coisitas, devido a alguns detalhes que me faltam mas, penso que - agora sim -  está bem encaminhada a minha saga.
     


Pois é, hoje vamos brincar.
Na sequência da minha publicação de ontem sobre a trilogia do Elfo Negro e sobre os Drow em geral, resolvi fazer proveito de um exercício de escrita e desafiar-vos a escrever um anúncio que cative as pessoas a passar férias em... Menzoberranzan... como o nome é um bocado comprido e não muito apelativo talvez possamos encurtar isto para Menzo, que dá um ar mais acolhedor.

Ora bem, para construir o anúncio temos de considerar alguns detalhes como por exemplo; o facto de que a sociedade Drow não é propriamente conhecida pela sua hospitalidade mas, e daí os povos nórdicos também não e nem por isso deixamos de visitar os seus países. A sua organização social é completamente matriarcal, divida em Casas comandadas por Matronas. Adoram - sabe-se lá porquê - uma aranha chamada Lolth, sendo uma sociedade que tem um pendor clerical bastante grande e é altamente agressiva.

Eu não diria que estes elfos, meio azulados e de cabelos brancos, são maus porque isso seria estar a estabelecer um juízo de valor sobre as criaturas que, coitadinhas, só conhecem este estilo de vida e adoram uma aranha mas, estou completamente convencida que os Bórgia ao pé destes eram uns meninos (e meninas) do coro. Portanto, pessoalmente não tentaria vender... Menzoberranzan... como destino romântico, a não ser que seja um romântico muito hardcore e com botas de cabedal... e biqueiras de aço, só pelo sim pelo não.

   
Agora, como eu dizia ontem, já era capaz de vender isto como um destino exótico para os amantes da adrenalina e das atividades radicais. Já estou mesmo a ver as palavras de uma folheto a convidar a passar a noite na Casa Do'Urden:

«Visite a Casa Do'Urden. Uma experiência de cortar a respiração."

ou

«Aproveite a vista excepcional da Casa de Baenre para o Bazar e veja crescer os cogumelos da ilha de Rothé

ou ainda

«Excursões diárias a Arach - Tinilith das 10:00 às 18:00. Oferta de óculos infravermelhos»


Hoje não estava a planear publicar nada mas, depois comecei a navegar pelo DeviantArt, comecei a ver Drows e fiquei com vontade de vos encorajar a ler qualquer coisa sobre esta raça fantástica do universo Forgotten Realms e por isso andei à procura desta trilogia - em português - para ver se conseguia disponibilizar os links que vos permitissem ler estes livros.

Infelizmente, links para estes livros em português não encontrei. Apenas encontrei as primeiras 65 páginas do 1º livro e toda a versão em banda desenhada que, se quiserem, posso disponibilizar mas, como é claro, não é bem a mesma coisa apesar de dar para perceber a história toda. As versões digitais que tenho e que, obviamente, já li são as originais em língua inglesa.

Ora bem, então isto fala sobre o quê? Fala sobre os Drow e sobre a sociedade em que vivem. O Drow são, praticamente, iguais aos elfos mas mais azulados... e mais sádicos... e vivem num sítio lindíssimo que se chama   Menzoberranzan e é um óptimo destino de férias para morcegos e para gente não claustrofóbica que ame espeleologia, adrenalina e desportos radicais muito à base de corrida, dado que o mais provavel seria passar o tempo a fugir de alguma coisa. Mas, o que se haveria de esperar de uma raça que adora uma deusa aranha chamada Lloth?

Após este breve momento de brincadeira, estes 3 livros (Pátria, Exílio e Refúgio), escritos pelo autor R.A. Salvatore, contam a história de Drizzt Do'Urden, que decide abandonar o subescuro e o respetivo estilo de vida agitado dos Drow. São 3 livros absolutamente fantásticos que nos fazem apaixonar por este personagem e por alguns outros que vão passando pela história, como é o caso de Zaknafein e da pantera mágica Guenhwyvar. Confesso que ainda não li o resto das aventuras do Drizzt mas, estão no meu Kobo e haverei de lá chegar.

Entretanto, se tiverem oportunidade de ler estes livros aproveitem porque vale a pena.

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