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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

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Eis que, finalmente, me dei ao trabalho de ir averiguar uma temática que me irrita supinamente mas, que para a qual tinha de existir alguma explicação.

A utilização da palavra «estória» - que começou a ter uma utilização relativamente recente - é algo que me tira do sério. Não tenho nada contra a palavra apenas acho que é uma tontice pegada, criada propositadamente para provocar discórdia.

Eu estou do lado dos que defendem que esta palavra - estória - é uma invenção que não traz, nem acrescenta nenhuma mais-valia à língua portuguesa. Utilizar esta palavra sob pretexto de que estamos a narrar factos imaginários, de ficção é - na minha modesta opinião - uma imbecilidade e por isso recuso-me a utilizá-la.

Quando pretendo distinguir a narração de factos reais da narração de factos ficticios, apenas troco o «H» maiúsculo, pelo «h» minúsculo. Foi assim que me ensinaram na escola e não vejo qualquer necessidade de recorrer às línguas anglo-saxónicas como fonte de inspiração, para inventar uma nova palavra que me vai resolver um problema que, na realidade, não existe.

Quando eu quero inventar palavras - e uma vez que não linguísta, como o Tolkien - recorro a um gerador online e crio, praticamente, uma língua inteira, com as regras certas e com a fonética adequada (que aliás foi o que fiz para criar 2 línguas para a história que estou a escrever).      

E eis que vamos dar continuidade ao projeto de escrever um conto em 20 horas, mesmo que estas horas estejam distribuídas ao longo de vários dias (sim, porque isto não tem de ser feito de seguida).

Pois bem, esta é a base da história da Jezebel enquanto personagem. Neste universo, estamos perante um mundo onde a magia existe, sob a forma de energia arcana, e é composta por:

  •  forças naturais - entendidas como as forças que reúnem a combinação harmoniosa dos 4 elementos;
  • e forças elementais - entendidas enquanto a força de cada elemento individualmente.
O poder da Jezebel reside, exatamente, no facto de ela ser capaz de manipular ambas. No entanto, para aborrecimento da própria, dado que foi involuntariamente transformada num felino esta habilidade diminuiu consideravelmente.  

A figura, obviamente, não nos diz qual é o objetivo da personagem mas, dos vários que ela possa ter por onde vai passando, há pelo nos dois desejos que vão permanecendo ao longo do tempo e que são:

  • Desejo de regressar à forma humana (até porque estar presa no corpo de um felino limita a sua capacidade de manipulação de energia);
  • Desejo de retribuição, ou seja, vingar-se do marido por tê-la aprisionado no corpo de um gato. 
Resumindo tudo o que temos até agora:

  • Temos uma temática abrangente designada "Santos e Pecadores";
  • Temos a linha de partida que - de acordo com Óscar Wilde - nos diz que todos os santos têm um passado e todos os pecadores um futuro;
  • Temos uma livraria que se chama "Refúgio dos Livros";
  • Um protagonista que é um gato muito especial e que se chama Jezebel 
E se querem saber, sim já tenho o resumo desta curta história, ou deste conto mas, não vou contar tudo ainda.



Pois bem como hoje tenho alguns constrangimentos, em termos de tempo, não consigo falar-vos sobre a gata Jezebel - tal como eu tinha pensado em fazer ontem - mas, deixo-vos com algumas breves ideias sobre o processo em si.

Tal como já tinha mencionado, previamente, a Jezebel é uma personagem que fui buscar a uma história que tenho estado a escrever em inglês e para poder explicar melhor a gata tenho estado a reler o que escrevi. Então a primeira conclusão a que cheguei foi:

  • Deuses! Que título horroroso. Tenho de mudar isto.
Sempre achei que aquele título era provisório mas, agora tenho a certeza.

A segunda conclusão a que cheguei foi:

  • Credo!! Tenho de reescrever estes primeiros capítulos!
Sem dúvida. Aqueles primeiros capítulos estão uma verdadeira desgraça mas à medida que fui andando na história, a escrita foi melhorando e acabei por dar comigo interessada em continuar a ler. É claro que o único obstáculo a isto é que a história ainda não está, sequer, perto de estar terminada porque eu não lhe construi uma estrutura prévia e por isso não tem balizas, não tem um mapa que me indique o caminho até à próxima meta. Isto significa que é algo que terei de corrigir antes de avançar mais no enredo e antes de pensar em reescrever o que quer que seja.

Não ter balizas é giro, permite criar muita coisa e dar asas à imaginação mas, é também muito pouco prático se o objetivo for chegar a algum lado.

Conclusão: Agora, para poder continuar a história, vou ter de fazer tudo aquilo que não fiz logo de inicio e para tal vou ter de desmembrar a história toda e espalha-la pelo chão lá de casa (ou pelas paredes se der mais jeito) e fazer um mapa, senão não sei por nem para onde é que é suposto ir... Olhem que isto de escrever tem muito que se lhe diga. 

Pois bem, na sequência do meu post sobre: Projecto de Fim de Semana (2) - Escrever um conto em 20 horas, no qual me assolava a indecisão sobre qual o/a protagonista, finalmente, decidi que o meu protagonista ia ser a minha gata Jezebel (nota: para informação, eu não tenho uma gata chamada Jezebel).

A gata Jezebel faz parte de um outro projeto - que não é um conto, é algo um pouco mais extenso e - que estou a escrever em inglês, pelo que nunca escrevi nada sobre ela em português. Neste sentido, parece-me um bom exercício explica-la e descrevê-la de uma forma um pouco mais profundada e na perspetiva de protagonista de uma história.

Esta ilustração, à qual chamei de Ficha 1, foi o ponto de partida para a criação da Jezebel. É o resumo principal daquilo que eu queria que ela fosse, independentemente, de tudo o resto sendo que este "tudo o resto" é o que aparecerá - amanhã - no boneco que vou chamar de Ficha 2 e que versará sobre as caraterísticas desta gata.

Temos então uma gata cujo papel é orientador e protetor - apelando um pouco à mitologia - mas, que não deixa de ser um gato e como tal também tem as características destes felinos, isto é:

  • É um predador natural e;
  • Possui um forte instinto caçador.     
Uma vez estabelecida esta base, torna-se mais fácil avançar para a atribuição de outras características adicionais, nomeadamente, aquelas que estão relacionadas com misticismo, ocultismo, magia e desde logo sabemos duas coisas também e que são:

  • Como a gata tem um papel Protetor, ela vai ter características defensivas;
  • Como a gata, independentemente do papel, continua a ser uma gata então terá também características ofensivas.
Para além disto tudo - e depois de estarem definidas todas estas características - obviamente que a gata quer alguma coisa. Tem de ter um objetivo, não faz o que faz só porque é um animal simpático. Então o que quererá a Jezebel? Estará ela mais do lado do bem? ... Mais do lado do mal?... Mais ali no meio a tentar manter o equilíbrio entre uma coisa e outra?

Na realidade também não sei mas, sei que as possibilidades são imensas e adoro as reviravoltas do destino. Talvez amanhã já saiba mas, até lá estão à vontade para dar as vossa sugestões e contribuições. 
  

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Bem que me parecia que eu já me estava a esquecer de falar sobre o 5º volume desta Saga dos Instrumentos Mortais. Felizmente, lembrei-me a tempo.

O que dizer então das "Almas Perdidas"? Ora bem, antes perdida que penada. Foi a conclusão a que cheguei. Gostei bastante deste livro e está muito mais centrado no enredo principal que o anterior. Penso que o maior problema do anterior ( A cidade dos Anjos Caídos ) é chegarmos à conclusão que, praticamente, todos os personagens merecem ter a sua própria história contada e não há número de páginas suficientes para o fazer. Neste 5º volume, isso já não acontece e estamos novamente focados na trama principal que é:

  • impedir-um-doido-narcisista-endogâmico-de-destruir-o-mundo

Adorei o trabalho que a autora fez com a personagem do Sebastian/Jonathan Christopher Morgenstern (que como podem ver tem as 3 características principais de um bom vilão) e por alguns momentos - mesmo que breves - cheguei a pensar que a criatura se iria redimir de alguma forma. Obviamente que me enganei mas, essa é precisamente a parte magnifica da coisa porque significa que a personagem está bem construída.

Nesta saga há 3 personagens cuja construção, efetivamente, me encanta e que são:

  • O Sebastian /Jonathan Christopher Morgenstern;
  • O Simon Lewis - Versão vampirizada;
  • O adorável Magnus Bane
Todas a outras são engraçadas, também estão bem construídas mas - a bem dizer - são um lugar comum. Vamos lá a ver, ser bonzinho a toda a hora chega a um ponto que aborrece e estas 3 personagens, que acabei de elencar, enquadram-se na categoria "Não somos bonzinhos a toda a hora". Portanto, agora vamos ver como é que corre o último volume da saga.

Sinopse: Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?

Fonte: Le Livros