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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

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Muito antes de existirem Cassandras Clares, Sarahs J. Maas, Gena Showalters, J.R. Wards ou autores afins existia a grande Marion Zimmer Bradley, que para mim sempre foi a minha grande autora de referência e a minha grande fonte de inspiração. E antes que me perguntem, sim eu conheço as acusações relativas ao alegado abuso de menores e digo alegado porquê? Bom, desde logo porque acusar mortos é sempre uma boa saída para qualquer problema. À partida dificilmente responderão sem ser numa sessão espírita ou através de uma tabuinha de ouija. Acusar vivos é sempre algo mais complicado já que estes têm o péssimo hábito de ripostar e isto - na generalidade dos casos - torna a vida dificil para toda a gente. Vá, no mínimo é chato. 

 Tirando o acima exposto, para mim ela continua a ser uma referência não só pelo seu trabalho publicado e pela sua forma de contar histórias,  como também na sua luta pela defesa dos direitos das mulheres. 

Ora bem, uma vez esclarecida a minha posição, em 2016 eu já tinha aqui publicado O Presságio de Fogo (livro que adoro), os Ancestrais de Avalon  e em 2017 publiquei A Casa da Floresta. Hoje trago-vos A Queda da Atlântida, que nos conta a história de Domaris e Deoris, duas irmãs da casta de sacerdotes que levam uma vida tranquila no templo da Terra Antiga até que, de repente, aparece um estranho e a partir daqui a vida das duas toma um novo rumo.

 

Trata-se de um bom livro que merece ser lido, pelo que vos deixo esta sugestão de leitura.

28 Jan, 2019

Maledicência

ma·le·di·cên·ci·a
substantivo feminino
1. Qualidade de quem é maledicente.

2. Acto de dizer mal.


"MALEDICÊNCIA", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/MALEDIC%C3%8ANCIA 

Basicamente, aquilo que dá vontade de fazer quando encontramos no Top da FNAC o seguinte livro:

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E o mais giro ainda é a pedância com que a suposta "Autora" é caracterizada: "(...) a personalidade mediática mais influente do país e a mulher mais poderosa de Portugal, ajudará as pessoas a melhorarem as suas competências no inglês (...)". Portanto, a personalidade mais influente do país e mulher mais poderosa de Portugal - num acto magnânime de generosidade e sapiência - vai ajudar as pessoas (no geral) a melhorarem as suas competências numa língua estrangeira, ao adquirirem o seu livro por uns módicos 17,70 €.

Boa!

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Pois é verdade, li este primeiro livro nas minhas férias de 2017 e dei a minha opinião sobre o mesmo neste post. No entanto, prometi aos meus seguidores do Facebook que iria dar a esta saga uma segunda oportunidade e dá-la-ei a seu tempo, até porque para uma saga que já conta com 21 livros é porque há algum tipo de evolução não só na escrita, como também no próprio desenvolvimento dos personagens e no respectivo enredo. No meu site de consulta favorito, de livros em português, só está disponível o primeiro volume da saga mas também é verdade que depois daquele primeiro impacto - que não foi propriamente a coisa mais positiva do mundo - não me dei ao trabalho de procurar muito mais. 

 

Todavia, em nome da igualdade de oportunidades para todos, irei procurar outras fontes de consulta uma vez que o número de fãs desta saga é bastante elevado   

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No passado fim-de-semana tivémos um casal amigo lá em casa, à partida tratou-se de um evento perfeitamente normal exceptuando o facto de ter sido a primeira vez que os conheci. Ambos são finlandeses e mudaram-se para Portugal recentemente porque de todos os currículos que enviaram para vários países, Portugal foi o primeiro país a contactá-los para oferecer um emprego. Foi assim que conheceram o meu marido e foi assim que foram parar lá casa.

 

A meio da conversa, Noora - que tem um Mestrado em Arte e Literatura - queixou-se que na Finlândia não havia ofertas para pessoas que tivessem Mestrados nesta área e por isso em vez que ficarem na Finlândia a receber o subsidio de desemprego (que é pouco mais do que o salário mínimo em Portugal), resolveram vir para cá porque mesmo que o salário não seja grande coisa acharam que sempre era melhor do que ter um buraco temporal no currículo. A partir daqui a conversa descambou para os livros e para a escrita, uma vez que ambos adoram ler e escrever, sendo que ela acabou por confessar que aquilo que ela gostava de ser era escritora e daí o Mestrado. Vai daí, o "chibo" do meu marido apontou para mim e logo disse "Ah que giro! Ela também". Pronto estava o palco montado.

 

Falámos sobre imensas coisas, desde o género de literatura que mais gostávamos, a ideias para histórias, a detalhes sobre se se deve escrever tudo e depois editar ou ir escrevendo e editando, ao fatal bloqueio (que acaba com qualquer um e eu estou numa fase dessas). A propósito disto dizia-me ela que uma das melhores formas que conhecia para se ultrapassar este pequeno problema (e outros) eram os grupos de escrita. Nestes grupos os seus elementos, basicamente, escrevem uns para os outros e dão feedback uns aos outros, ou seja, ajudam-se. Aprendem mutuamente. Eu confesso que já tinha ouvido falar disto, mas nunca fiz parte de nenhum. Se me perguntarem porquê, honestamente, não sei. Talvez por vergonha, ou por achar que tudo aquilo que escrevo não é suficientemente bom, ou porque não quero partilhar, ou em última análise porque tenho medo da crítica. O mais provável é este último elemento ser aquele que tem mais peso e  o que mais corresponde à verdade, mas ainda não me dei tempo para pensar a sério sobre isto. 

 

Em suma, no final disto tudo a Noora sugeriu que começássemos então um grupo. É verdade que ela não fala nem escreve português e o meu finlandês só dá para dizer que "O cão está em cima do telhado", mas ambas falamos e escrevemos bem em inglês por isso poderíamos começar por escrever pequenas histórias. Curiosamente, gostei imenso da ideia e até acho que é um desafio bastante interessante. Assim sendo, penso que vou aceitar a proposta e dar o meu "sim" a um grupo de escrita, pois até pode ser que saia daqui alguma coisa interessante.