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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

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Não sou muito dada a policiais/thrillers, mas confesso que este livro me desperta alguma curiosidade porque a história parece interessante e a grande maioria das pessoas dá-lhe uma boa classificação. 

 

Poderão encontrá-lo disponível no website e-livros, todavia e ao contrário do que acontece com o site le livros, para acederem ao mesmo precisarão de se registar. O le livros parece estar um pouco engasgado (o que como calculam é natural), pois perderam um patrocinador e precisam de apoio para poder manter a hospedagem.

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Hoje vinha a conversar com um colega meu acerca de "trabalhos de casa" quando se está a aprender uma língua nova. Neste caso, não estamos propriamente a falar de crianças ou adolescentes, estamos a falar de aprender ou melhorar uma língua estrangeira quando já somos adultos e então ele vinha a questionar-se sobre a pertinência dos exercícios repetitivos sobre tempos verbais ou os famosos fill in the gaps. Efetivamente não sei responder sobre a pertinência dos exercícios, porque depende muito do nível de cada um, mas há uma coisa que eu sei; para aprender uma língua (seja ela qual for), há duas coisas imprescindíveis:

 

  1. Ler (muito),
  2. Escrever.

 

Quando eu andava a estudar inglês haviam dois exercícios que adorava fazer. Um deles era a composição, de preferência num estilo livre. O outro era para praticar a oralidade e neste exercício mostravam-nos imagens pediam-nos para as descrever. A minha preferência recai sobre a combinação destes dois, que é escrever sobre a imagem que vemos. Basicamente, contamos a história do que estamos a ver e eu sempre achei isto absolutamente fantástico. 

 

Por este motivo eu coloquei essa imagem em cima. Podia ter escolhido - sei lá - uma batalha, uma cena mais épica, uma praia com piratas ou qualquer coisa assim do género, mas não. Escolhi esta ilustração porque - para mim - parece que não se passa nada. É apenas uma rapariga, que aparenta algum cansaço e parece ter sofrido alguns ferimentos. Está sentada num parapeito, agarrada a uma espada e daquele sítio é possível ver uma cidade com o céu ou nublado, ou coberto de fumo. Não parece ser uma cidade em ruínas, ou pelo menos não ainda, mas isto dependerá em grande parte do tipo de nuvens que estamos a observar.

 

As imagens contam sempre uma história e escrever sobre essa história é sempre um bom exercício para se praticar a escrita. 

 

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Ainda não tive oportunidade de me dedicar a ler esta saga, mas confesso que tenho uma curiosidade imensa em fazê-lo desde logo porque - creio eu - que nunca li nenhum autor Polaco e na maioria das vezes, estes autores de outras nacionalidades, oferecem-nos perspectivas muito diferentes destes universos fantásticos. 

 

Eu conheço e gosto do jogo de computador (que raio de gamer seria eu se não conhecesse), conheço as personagens e conheço parcialmente a história do jogo, mas de facto não conheço os contos nem a forma como o autor os conta. O website Le Livros tem os primeiros 6 volumes disponíveis em português, por isso se tiverem curiosidade e ainda não tiverem lido nenhum podem aproveitar e depois dizem-me o que é que acharam e se é uma colecção que vale a pena comprar e ter em papel (...se bem que na minha perspectiva vale sempre a pena comprar livros em papel).  

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Consultar colecção aqui

 

Na obra de Marion Zimmer Bradley, nunca podemos passar ao lado das Brumas de Avalon. Esta colecção é de 1979 e está dividida em quatro volumes, que relatam o mito Arturiano do ponto de vista das personagens femininas e no qual a perspectiva da Morgana, adquire um peso absolutamente extraordinário, porque muda completamente a percepção que temos desta personagem. 

 

Em todos os relatos que lemos e vemos (em filmes), ficamos sempre com a ideia de que a Morgana é uma personagem má e que só pensa em fazer mal ao Artur (antes e depois deste ser Rei). No entanto, estes livros contam-nos uma história diferente na qual a Morgana não é a vilã do enredo. Em bom rigor, quando se lê o 2º volume, que é sobre a Guinevere, chegamos a um ponto em que já temos vontade de insultar a peça chamando-lhe "a santinha do pau ôco". Por outras palavras a ideia que temos da Morgana como vilã desloca-se desta para a Guinevere e isto é feito de uma forma genial através do conflito religioso existente entre o paganismo e o cristianismo, que se misturam também com o contexto político. 

 

Na minha opinião esta é uma obra brilhante e bastante actual, pelo que se tiverem oportunidade de a ler então não a percam, porque vale mesmo a pena.