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O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

O Anãozinho de Jardim

Livros e Desvarios

Sobre exercícios de escrita

HRM, 18.02.19

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Hoje vinha a conversar com um colega meu acerca de "trabalhos de casa" quando se está a aprender uma língua nova. Neste caso, não estamos propriamente a falar de crianças ou adolescentes, estamos a falar de aprender ou melhorar uma língua estrangeira quando já somos adultos e então ele vinha a questionar-se sobre a pertinência dos exercícios repetitivos sobre tempos verbais ou os famosos fill in the gaps. Efetivamente não sei responder sobre a pertinência dos exercícios, porque depende muito do nível de cada um, mas há uma coisa que eu sei; para aprender uma língua (seja ela qual for), há duas coisas imprescindíveis:

 

  1. Ler (muito),
  2. Escrever.

 

Quando eu andava a estudar inglês haviam dois exercícios que adorava fazer. Um deles era a composição, de preferência num estilo livre. O outro era para praticar a oralidade e neste exercício mostravam-nos imagens pediam-nos para as descrever. A minha preferência recai sobre a combinação destes dois, que é escrever sobre a imagem que vemos. Basicamente, contamos a história do que estamos a ver e eu sempre achei isto absolutamente fantástico. 

 

Por este motivo eu coloquei essa imagem em cima. Podia ter escolhido - sei lá - uma batalha, uma cena mais épica, uma praia com piratas ou qualquer coisa assim do género, mas não. Escolhi esta ilustração porque - para mim - parece que não se passa nada. É apenas uma rapariga, que aparenta algum cansaço e parece ter sofrido alguns ferimentos. Está sentada num parapeito, agarrada a uma espada e daquele sítio é possível ver uma cidade com o céu ou nublado, ou coberto de fumo. Não parece ser uma cidade em ruínas, ou pelo menos não ainda, mas isto dependerá em grande parte do tipo de nuvens que estamos a observar.

 

As imagens contam sempre uma história e escrever sobre essa história é sempre um bom exercício para se praticar a escrita. 

 

Saga Witcher (ou a Saga do Bruxo Geralt de Rívia) - Andrzej Sapkowski

HRM, 13.02.19

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Consultar aqui

 

Ainda não tive oportunidade de me dedicar a ler esta saga, mas confesso que tenho uma curiosidade imensa em fazê-lo desde logo porque - creio eu - que nunca li nenhum autor Polaco e na maioria das vezes, estes autores de outras nacionalidades, oferecem-nos perspectivas muito diferentes destes universos fantásticos. 

 

Eu conheço e gosto do jogo de computador (que raio de gamer seria eu se não conhecesse), conheço as personagens e conheço parcialmente a história do jogo, mas de facto não conheço os contos nem a forma como o autor os conta. O website Le Livros tem os primeiros 6 volumes disponíveis em português, por isso se tiverem curiosidade e ainda não tiverem lido nenhum podem aproveitar e depois dizem-me o que é que acharam e se é uma colecção que vale a pena comprar e ter em papel (...se bem que na minha perspectiva vale sempre a pena comprar livros em papel).  

As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

HRM, 06.02.19

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Consultar colecção aqui

 

Na obra de Marion Zimmer Bradley, nunca podemos passar ao lado das Brumas de Avalon. Esta colecção é de 1979 e está dividida em quatro volumes, que relatam o mito Arturiano do ponto de vista das personagens femininas e no qual a perspectiva da Morgana, adquire um peso absolutamente extraordinário, porque muda completamente a percepção que temos desta personagem. 

 

Em todos os relatos que lemos e vemos (em filmes), ficamos sempre com a ideia de que a Morgana é uma personagem má e que só pensa em fazer mal ao Artur (antes e depois deste ser Rei). No entanto, estes livros contam-nos uma história diferente na qual a Morgana não é a vilã do enredo. Em bom rigor, quando se lê o 2º volume, que é sobre a Guinevere, chegamos a um ponto em que já temos vontade de insultar a peça chamando-lhe "a santinha do pau ôco". Por outras palavras a ideia que temos da Morgana como vilã desloca-se desta para a Guinevere e isto é feito de uma forma genial através do conflito religioso existente entre o paganismo e o cristianismo, que se misturam também com o contexto político. 

 

Na minha opinião esta é uma obra brilhante e bastante actual, pelo que se tiverem oportunidade de a ler então não a percam, porque vale mesmo a pena.   

A Teia de Luz – A Queda de Atlântida Vol 01 – Marion Zimmer Bradley

HRM, 30.01.19

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Consultar aqui

Muito antes de existirem Cassandras Clares, Sarahs J. Maas, Gena Showalters, J.R. Wards ou autores afins existia a grande Marion Zimmer Bradley, que para mim sempre foi a minha grande autora de referência e a minha grande fonte de inspiração. E antes que me perguntem, sim eu conheço as acusações relativas ao alegado abuso de menores e digo alegado porquê? Bom, desde logo porque acusar mortos é sempre uma boa saída para qualquer problema. À partida dificilmente responderão sem ser numa sessão espírita ou através de uma tabuinha de ouija. Acusar vivos é sempre algo mais complicado já que estes têm o péssimo hábito de ripostar e isto - na generalidade dos casos - torna a vida dificil para toda a gente. Vá, no mínimo é chato. 

 Tirando o acima exposto, para mim ela continua a ser uma referência não só pelo seu trabalho publicado e pela sua forma de contar histórias,  como também na sua luta pela defesa dos direitos das mulheres. 

Ora bem, uma vez esclarecida a minha posição, em 2016 eu já tinha aqui publicado O Presságio de Fogo (livro que adoro), os Ancestrais de Avalon  e em 2017 publiquei A Casa da Floresta. Hoje trago-vos A Queda da Atlântida, que nos conta a história de Domaris e Deoris, duas irmãs da casta de sacerdotes que levam uma vida tranquila no templo da Terra Antiga até que, de repente, aparece um estranho e a partir daqui a vida das duas toma um novo rumo.

 

Trata-se de um bom livro que merece ser lido, pelo que vos deixo esta sugestão de leitura.

Maledicência

HRM, 28.01.19

ma·le·di·cên·ci·a
substantivo feminino
1. Qualidade de quem é maledicente.

2. Acto de dizer mal.


"MALEDICÊNCIA", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/MALEDIC%C3%8ANCIA 

Basicamente, aquilo que dá vontade de fazer quando encontramos no Top da FNAC o seguinte livro:

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E o mais giro ainda é a pedância com que a suposta "Autora" é caracterizada: "(...) a personalidade mediática mais influente do país e a mulher mais poderosa de Portugal, ajudará as pessoas a melhorarem as suas competências no inglês (...)". Portanto, a personalidade mais influente do país e mulher mais poderosa de Portugal - num acto magnânime de generosidade e sapiência - vai ajudar as pessoas (no geral) a melhorarem as suas competências numa língua estrangeira, ao adquirirem o seu livro por uns módicos 17,70 €.

Boa!